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O SENHOR DO SEU NARIZ


Texto de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz e interpretação de Patrícia Queirós

Espectáculo do Pé de Vento, para m/ 4 anos 

Em cena no Teatro da Vilarinha até 13 janeiro 2013
 


Custou-me muito a nascer. Estava tão bem desnascido, aconchegado, sem ter nada que fazer. Mas tinha que ser, e lá acabei por nascer. Foi então que apareceu a fada… Não foi convidada mas apareceu. Foi para o que lhe deu. Pousou a mão na minha testa e disse: A vida deste rapaz vai dar para o torto. E foi isso que aconteceu. Era desagradável ser tão diferente do resto da gente, mas que havia de fazer se era esse o meu destino?

texto Álvaro Magalhães
encenação João Luiz
cenografia João Calvário
interpretação Patrícia Queirós
figurinos Susanne Rösler
composição musical Blandino
desenho de luz Rui Damas
desenho gráfico Pedro Pires
construtor da harpa Ramón Santeiro
construção e montagem Rui Azevedo

Teatro da Vilarinha
27 novembro de 2012 a 13 janeiro 2013
sábados e domingos, às 16h00 (sábado, 1 de dezembro, sessão apenas às 21h30)
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar)

 

No Teatro da Vilarinha, até 18 de novembro 2012



   
HISTÓRIA DE UM SEGREDO
Texto de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz e interpretação de Anabela Nóbrega


Espectáculo para m/ 6 anos, em cena  no Teatro da Vilarinha até 18 de novembro 2012
 

Sábados às 16h00 e 21h30  e domingos às 16h00, para público em geral
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar)


Mais info: pedevento.pt
 

HISTÓRIA DE UM SEGREDO


História de Um Segredo estreia no Teatro da Vilarinha e abre temporada do Pé de Vento
Texto de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz e interpretação de Anabela Nóbrega

sábado, 20 de outubro, às 21h30


Apesar de o espectáculo se encontrar disponível para as marcações do público escolar a partir de 3ª feira, 16 de outubro, é na primeira representação de História de Um Segredo para o público em geral, sábado, 20 de outubro, às 21h30, que o Pé de Vento assinala a abertura da actual temporada.

História de Um Segredo estreou no verão de 2006 na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, num pátio exterior. No inverno 2008-2009 esteve em cena no interior, na galeria, a par da exposição dos 30 Anos da Companhia Pé de Vento. Volta agora, pela primeira vez no palco da Vilarinha.

Com História de Um Segredo, Álvaro Magalhães recria um motivo tradicional, presente em diversas culturas. Um rei poderoso, incapaz de suportar o segredo que guarda desde pequeno, conta-o a um seu criado. Se o deixares escapar, pagarás com a tua própria vida, avisa o rei. É fácil, pensou o criado, basta não o contar. Mas aquele segredo não era um segredo qualquer. Estava vivo. E o que ele mais queria era deixar de ser um segredo. E depois? Bem, esse é o segredo que só o Pé de Vento pode contar.

Encenação: João Luiz
Texto: Álvaro Magalhães
Cenografia: João Calvário | Cristina Lucas
Figurino: Susanne Rösler
Música: Tilike Coelho
Interpretação: Anabela Nóbrega
Desenho do cartaz: Agostinho Santos
Construção do cenário: Rui Azevedo
Operação de luz: Rui Azevedo
Espectáculo para m/ 6 anos

Teatro da Vilarinha
16 de outubro a 18 de novembro 2012 
sábados às 16h00 e 21h30 (dia 20 não há sessão às 16h00) e domingos às 16h00, para público em geral
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar)

TEMPORADA 2012-2013

 

Independentemente da incerteza dos tempos, a programação do Pé de Vento dá continuidade ao modelo dos anos anteriores, propondo, em particular ao púbico infanto-juvenil, um encontro com o teatro, a única arte em que a palavra é uma forma de comunicação íntegra e viva. Razão acrescida para dedicar esta temporada a Manuel António Pina e Álvaro Magalhães, escritores que têm partilhado o percurso artístico da companhia e autores dos quatro espetáculos que levará à cena: três reposições e uma estreia absoluta em coprodução com o Teatro Nacional de S. João. A encenação é de João Luiz, diretor do Pé de Vento.
 
História de Um Segredo e O Senhor do Seu Nariz, dois textos de Álvaro Magalhães, sobem ao palco do Teatro da Vilarinha entre a segunda quinzena de outubro e a primeira quinzena de janeiro. No Mosteiro de S. Bento da Vitória, estreia, em março, a coprodução com o TNSJ: Os macacos não se medem aos palmos, com texto inédito de Manuel António Pina. Também de Manuel António Pina, História do Sábio fechado na sua Biblioteca regressa em abril ao Teatro da Vilarinha. 

Da programação fazem ainda parte os Encontros de Bastidores e o Ateliê de Voz.

Como novidade, o Pé de Vento passa a ter disponível uma exposição, que tem por título O que é o Teatro e que poderá ser solicitada tanto por instituições de ensino como por bibliotecas.


6 de setembro a 28 de novembro 2012 
Exposição - O que é o Teatro

Fundação A LORD, Lordelo
 2ª a 6ª, 10h00-12h30 - 14h00-18h00


Rua da Cooperativa, 27 * 4580-809 Lordelo, Paredes
tlf: 224 447 357 | 932 131 955 - www.fundaaoalord.pt


 16 de outubro a 18 de novembro 2012 
História de um Segredo

Teatro da Vilarinha
M/ 6 anos


texto Álvaro Magalhães
encenação João Luiz
cenografia João Calvário | Cristina Lucas
interpretação Anabela Nóbrega
figurinos Susanne Rösler
música Tilike Coelho
desenho Agostinho Santos
 
História de um Segredo é a recriação por Álvaro Magalhães de um motivo tradicional, presente em diversas culturas. Um rei poderoso, incapaz de suportar o segredo que guarda desde pequeno, conta-o a um seu criado. Se o deixares escapar, pagarás com a tua própria vida, avisou o rei. É fácil, pensou o criado. Basta não o contar. Ouvir e calar. Mas aquele segredo não era um segredo qualquer. Estava vivo. E o que ele mais queria era deixar de ser um segredo. E depois? Bem, isso é outro segredo que só o Teatro Pé de Vento poderá contar.

 
27 novembro 2012 a 13 janeiro 2013
O SENHOR DO SEU NARIZ

Teatro da Vilarinha
M/4 anos


texto Álvaro Magalhães
encenação João Luiz
cenografia João Calvário
interpretação Patrícia Queirós
figurinos Susanne Rösler
composição musical
Blandino
desenho de luz Rui Damas
desenho gráfico Pedro Pires
construtor da harpa Ramón Santeiro
construção e montagem Rui Azevedo
 
Custou-me muito a nascer. Estava tão bem desnascido, aconchegado, sem ter nada que fazer. Mas tinha que ser, e lá acabei por nascer. Foi então que apareceu a fada… Não foi convidada mas apareceu. Foi para o que lhe deu. Pousou a mão na minha testa e disse: A vida deste rapaz vai dar para o torto. E foi isso que aconteceu. Era desagradável ser tão diferente do resto da gente, mas que havia de fazer se era esse o meu destino?


7 a 17 de março 2013
OS MACACOS NÃO SE MEDEM AOS PALMOS
coprodução Teatro Nacional São João  

Mosteiro de S. Bento da Vitória
 M/6 anos


texto Manuel António Pina
encenação João Luiz
interpretação Patrícia Queirós
 
Os macacos não se medem aos palmos é a história de Basílio, o macaquinho que recolhia num caneco de folheta os donativos destinados a seu dono, Fagundes da Silveira, um tocador de realejo. Diga-se que este teria conseguido juntar uma pequena fortuna se não tivesse gasto todo o dinheiro que ganhou em jogo e noutras extravagâncias... Mais atinado, o macaco Basílio foi guardando nas pregas do casaquinho de cetim – e sem que Fagundes disso se apercebesse – algumas das moedas que angariava, conseguindo assim um considerável pecúlio. Até que chega o dia em que os papéis se invertem e Fagundes já completamente falido, a quem o macaco Basílio comprara o realejo, passa a trabalhar para este…
Eis-nos, pois, mergulhados num mundo às avessas, que Manuel António Pina concebe com imaginação e humor, à semelhança de outros textos por ele escritos e que o Pé de Vento tem levado à cena.
 
Calendário e Bilheteira disponíveis a partir de janeiro.


15 de abril a 24 de maio 2013
HISTÓRIA DO SÁBIO FECHADO NA SUA BIBLIOTECA
   
Teatro da Vilarinha
M/6 anos


texto Manuel António Pina
encenação João Luiz
cenografia João Calvário | Rui Azevedo
interpretação Rui Spranger
figurinos Susanne Rösler
música Pedro Junqueira Maia
desenho de luz Rui Damas

Era uma vez um Sábio que tinha lido todos os livros e sabia tudo. Nada do que existia, e mesmo do que não existia, tinha para si segredos. Sabia quantas estrelas há no céu e quantos dias tem o mundo. Conversava com os animais e com as plantas e conhecia o passado, o presente e o futuro. Como sabia todas as coisas e não tinha nada para saber e conhecer, a sua vida era muito triste e desinteressante. Era uma vida sem espanto…
Às vezes apetecia ao Sábio não saber qualquer coisa, poder perguntar a alguém qualquer coisa que não soubesse. Mas vivia fechado na sua Biblioteca e não tinha ninguém a quem perguntar nada. Até que, um dia, bateu à porta da Biblioteca um Estrangeiro. O Sábio abriu-lhe a porta…


Horário dos espetáculos no Teatro da Vilarinha
sábados às 16h00 e 21h30 e domingos às 16h00, para público em geral
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar)


2 a 12 de abril 2013
ENCONTRO DE BASTIDORES

Percurso pelo Teatro da Vilarinha
Duração: 2 horas | grupos de 40 alunos
2ª a 6ª feira, às 11h00 e 14h00
M/6 anos 

Um percurso pelo teatro onde o público contacta com o outro lado do espectáculo – o que não se vê no palco mas está sempre presente...
Um ator conduz o grupo através da totalidade das instalações do Teatro da Vilarinha – camarins, oficina de construção de cenários, atelier de confeção de figurinos, cabina de luz e de som, sala de ensaios e de leitura, serviços administrativos e por fim o palco e o sub-palco, sem esquecer os bastidores.
Tendo em conta que parte dos elementos do Pé de Vento serão surpreendidos no exercício das suas tarefas quotidianas, um dos objetivos com o debate é permitir um conhecimento mais circunstanciado da vida do teatro.
Esta atividade visa o desenvolvimento de novos públicos com uma outra compreensão do teatro, tanto mais que sem esse lado não visível o do palco não seria possível.
 

     6 de abril a 18 de maio 2013
A VOZ - sua utlização

Workshop orientado pela atriz Patrícia Queirós
sábados das 10h00 às 12h00
 
Destinado a professores, educadores, formadores e todos aqueles para quem a voz é uma ferramenta imprescindível para o seu trabalho no dia a dia.

Centrado na utilização correta do aparelho vocal, a formação visa estimular todas as capacidades expressivas ao nível da linguagem verbal – dar ação à voz e à palavra.
O trabalho a desenvolver visa dotar os participantes de um conjunto de ferramentas básicas destinadas ao autoconhecimento do seu aparelho vocal e como o usar corretamente. Neste workshop os participantes dispõem de um espaço onde poderão experimentar o efeito da expressão dramática e consequentes alterações comportamentais, para além da voz.
Fuja à rotina e venha conhecer como pode explorar as suas potencialidades, num clima de descontração e equilíbrio, através de exercícios acessíveis e, porque não, divertidos.
 
Conteúdos: respiração e relaxamento; colocação e projeção de voz; postura; articulação e dicção; oralidade; interpretação de texto; avaliação final.


EXPOSIÇÃO
O QUE É O TEATRO?
 
Esta exposição, promovida pela Direção-Geral das Artes, constituiu um desafio para quem, como eu, há largos anos se vem ocupando do estudo e do ensino da história do teatro. Ao propósito de divulgar por todo o País esta arte e a sua história juntava-se o desejo de nela incluir a memória do teatro feito em Portugal. A escassez de documentação anterior ao século XVI e as dificuldades de acesso às fontes textuais e iconográficas foram determinantes para as opções tomadas. Creio, todavia, que a exposição permitirá reapreciar o lugar do teatro produzido em Portugal e na cultura europeia, graças ao cruzamento que o observador é convidado a fazer, quer entre imagens de diversa proveniência, quer entre estas e o texto.
Maria João Brilhante – Comissariado científico
(Centro de Estudos de Teatro)

Exposição disponível para instituições de ensino, bibliotecas e organizações de difusão cultural, composta por 25 quadros (60cm X 70cm).
Período de cedência – máximo 60 dias
Custos – transporte e montagem (caso seja necessário)
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Imagens do sábio fechado na sua biblioteca

 

Nova versão da HISTÓRIA DO SÁBIO FECHADO NA SUA BIBLIOTECA esteve em cena de 21 de abril a 18 de maio de 2012, no Teatro da Vilarinha.

Texto de Manuel António Pina, com encenação de João Luiz e interpretação de Rui Spranger.











HISTÓRIA DO SÁBIO FECHADO NA SUA BIBLIOTECA

 

Nova versão em cena de 21 de abril a 18 de maio de 2012, no Teatro da Vilarinha

Texto de Manuel António Pina, com encenação de João Luiz e interpretação de Rui Spranger.

Para m/6 anos

Era uma vez um Sábio que tinha lido todos os livros e sabia tudo. Nada do que existia, e mesmo do que não existia, tinha para si segredos. Sabia quantas estrelas há no céu e quantos dias tem o mundo. Conversava com os animais e com as plantas e conhecia o passado, o presente e o futuro. Como sabia todas as coisas e não tinha nada para saber e conhecer, a sua vida era muito triste e desinteressante. Era uma vida sem espanto…
Às vezes apetecia ao Sábio não saber qualquer coisa, poder perguntar a alguém qualquer coisa que não soubesse. Mas vivia fechado na sua Biblioteca e não tinha ninguém a quem perguntar nada.
Até que, um dia, bateu à porta da Biblioteca um Estrangeiro. O Sábio abriu-lhe a porta…


Assim começa a narrativa dramática História do Sábio fechado na sua Biblioteca que resultou da encomenda a Manuel António Pina de uma peça para assinalar os 30 anos, simultaneamente, do Pé de Vento e da parceria com o autor.

O espectáculo que estreou em Junho de 2008 será revisitado, subindo agora ao palco com um renovado e duplo sentido, ao estar integrado na homenagem do Pé de Vento a Manuel António Pina por ter sido distinguido com o Prémio Camões 2011 pelo conjunto da sua obra, onde se encontra incluído o teatro que temos apresentado desde 1978. Esta homenagem encerra com a estreia de uma peça inédita no último trimestre deste ano.

FICHA ARTÍSTICA
texto Manuel António Pina
encenação João Luiz
cenografia João Calvário | Rui Azevedo
figurinos Susanne Rösler
música Pedro Junqueira Maia
desenho de luz Rui Damas
interpretação Rui Spranger

Em cena de 21 de abril a 18 de maio 2012

Sábados às 16h00 e 21h30 e domingos às 16h00, para público em geral.
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar).
NOTA: dia 28, sábado, excepcionalmente não há representações.

Em cena até 4 de março no Teatro da Vilarinha

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Pé de Vento e Jangada Teatro apresentam Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente.
História do escritor angolano João Miranda encenada por João Luiz.







Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente

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Coprodução Pé de Vento e Jangada Teatro
Estreia 4 de fevereiro, 21h30, no Teatro da Vilarinha

Pethelo-a-Kuma é o pequeno-grande herói desta história do escritor angolano João Miranda, encenada por João Luiz, que estreia no próximo dia 4 de fevereiro, no Teatro da Vilarinha.

Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente sabia quase tudo, mas restava-lhe uma dúvida. Em busca da explicação e entendimento daquilo que não sabia ainda e queria a todo o custo saber, parte rumo ao Kalunga (onde o Sol morre). A viagem de Pethelo resulta numa sucessão de acontecimentos que envolvem o sabor da aventura e a inverosimilhança do sobrenatural, num desenrolar típico da narrativa oral – uma história sem tempo e sem espaço, que dá a conhecer aspetos da tradição cultural angolana.

O desafio de levar à cena um autor oriundo de um país africano de língua oficial portuguesa partiu da Jangada Teatro, de Lousada. A escolha recaiu sobre Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente, de João Miranda, porque nos encontramos perante um conto que nos conduz a um mundo fantástico e maravilhoso, explica o Pé de Vento. Esta é a primeira coprodução destas duas companhias de teatro nortenhas.

O espectáculo, direccionado para público infanto-juvenil, fica em cena no Teatro da Vilarinha de 4 de fevereiro a 4 de março: sábados às 16h00 e 21h30 e domingos às 16h00 (para público em geral) e de 3ª a 6ª feira, às 11h00 e 15h00 (para público escolar, mediante marcação).

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
texto: João Miranda
dramaturgia e encenação: João Luiz
cenografia: João Calvário
figurinos: Susanne Rösler
desenho de luz: Rui Damas
ambiente sonoro: Vítor Fernandes
desenho gráfico: Pedro Pires
construção: Rui Azevedo
montagem e operação de luz: Rui Azevedo | Nuno Tomás

interpretação: Bruno Martins | Patrícia Ferreira | Sophia Cunha | Vítor Fernandes

produção: Jangada Teatro - Pé de Vento


www.pedevento.pt
www.jangadateatro.com

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Em cena até 20 de Novembro

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Ensalada Vicentina, de Gil Vicente, com encenação de João Luiz
Estreou a 22 de Outubro, no Teatro da Vilarinha.

Em cena até 20 de Novembro 2011
Sábados às 21h30 e domingos às 16h00, para público em geral;
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar)

Espectáculo para m/ 12 anos

ENSALADA VICENTINA

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Estreia sábado, 22 de Outubro, às 21h30, no Teatro da Vilarinha

Ensalada Vicentina é uma incursão no universo dramático e poético de Gil Vicente, uma montagem de textos do Monólogo do Vaqueiro, O Velho da Horta e Pranto de Maria Parda, que leva à cena quatro das figuras mais típicas e tradicionais criadas por Gil Vicente - o pastor, o enamorado serôdio, a alcoviteira e o parvo.

Com encenação de João Luiz e interpretação de Patrícia Queirós e Rui Spranger, Ensalada Vicentina, espectáculo para maiores de 12 anos, estreia a 22 de Outubro, sábado, pelas 21h30, no Teatro da Vilarinha, onde ficará em cena até 20 de Novembro.

Para João Luiz, o teatro vicentino é uma criação original e ímpar, atestando um prodigioso poder de invenção, a partir de elementos tradicionais dispersos, não se conhecendo em Portugal, anteriormente a Gil Vicente, realizações teatrais deste ou de outro tipo.

Durante cerca de 35 anos, Gil Vicente foi, nas cortes de D. Manuel I e de D. João III, uma espécie de organizador encartado dos espetáculos palacianos, com encargo de festejar nascimentos e casamentos, chegadas e partidas de reis e os dias solenes na corte como o Natal e a Páscoa. Os seus autos nasceram das festividades palacianas, comemorando a primeira delas, o Monólogo do Vaqueiro, o nascimento do futuro rei D. João III em 1502. Por isso, este será também o primeiro texto da Ensalada Vicentina.

De seguida, e como o teatro vicentino se apresenta muito variado nas suas formas, é apresentado o Velho (enamorado serôdio) e a Alcoviteira (Branca Gil) da farsa O Velho da Horta. Esta história de amor é um dos exemplos do papel da fantasia no teatro vicentino. O conjunto de textos termina com o Pranto de Maria Parda – porque viu as ruas de Lisboa com tão poucos ramos nas tabernas e o vinho tão caro, e ela não podia viver sem ele.





FICHA ARTÍSTICA

texto Gil Vicente
encenação João Luiz
cenografia João Calvário | Rui Azevedo
figurinos Susanne Rösler
música Pedro Junqueira Maia
desenho de luz Rui Damas

interpretação Patrícia Queirós | Rui Spranger




Maiores de 12 anos

Em cena de 22 de Outubro a 20 de Novembro 2011
Sábados às 21h30 e domingos às 16h00, para público em geral;
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar)

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TEMPORADA 2011-2012

Vivemos num tempo de paradoxos, envoltos num discurso quotidiano que desvaloriza a existência de Portugal como país e ignora a sua identidade, como se de repente Gil Vicente, Camões, Padre António Vieira, Garrett e tantos outros escritores e pensadores tivessem deixado de existir. Ora, o que define o perfil de uma comunidade e confere identidade a uma nação é, antes de mais, a sua língua e a cultura ancestral que nela se expressa.

Por acreditarmos que assim é, aqui estamos a apresentar a nossa próxima temporada, que terá início em outubro, exatamente com um dos autores fundadores do teatro português – Gil Vicente – levando à cena quatro das suas figuras mais típicas e tradicionais, numa montagem de textos a que chamamos Ensalada Vicentina.

Prosseguindo na senda da divulgação de outras formas dramáticas de expressão em língua portuguesa, levaremos ao palco, logo no início de fevereiro, um conto do escritor angolano João Miranda – Pethelo-a-Kuma, o menino inteligente – numa coprodução com a Jangada Teatro de Lousada.

Para encerrar a temporada do Pé de Vento no palco do Teatro da Vilarinha, subirá novamente à cena, em abril e maio de 2012, História do Sábio fechado na sua Biblioteca, texto encomendado a Manuel António Pina em 2008, para assinalar os 30 anos de parceria entre o escritor e a companhia de teatro Pé de Vento.

Mas, se esta temporada fecha com Manuel António Pina, projetamos estrear uma peça inédita do escritor na abertura da temporada seguinte (outubro/2012), comemorando assim, jubilosamente e em conjunto, a atribuição do Prémio Camões 2011 ao autor com quem, ao longo de todos estes anos, temos partilhado o nosso trajeto.

No decurso da próxima temporada vão ainda ter lugar vários ateliês / workshops: de voz, prioritariamente destinados àqueles que dependem desta ferramenta fundamental no seu dia a dia; e de iniciação teatral para os mais pequenos.

Esperamos que, com estas atividades, possamos contribuir para tornar visível o outro lado de um Portugal «em crise». Se assim não for, apenas nos restará fazer aquilo que recomenda Manuel António Pina numa das canções da primeira peça, por ele escrita para o Pé de Vento – Ventolão, o maior intelectual do mundo – e apresentada na Cooperativa Árvore no já distante ano de 1978:

Virar o mundo de dentro para fora | e ver se o mundo assim melhora | e se nem assim o mundo melhorar | voltá-lo a virar, a virar, a virar.

Tantas voltas o mundo há-de dar | que alguma coisa se há-de aproveitar. | E se o outro lado pode ser pior | também pode muito bem ser melhor!

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ENSALADA VICENTINA

Estreia 22 de outubro 2011, no Teatro da Vilarinha

Com Ensalada Vicentina, Pé de Vento propõe-se fazer uma incursão no universo dramático e poético de Gil Vicente, incursão esta pensada há já algum tempo, mas que, por diversas razões, só agora vai subir ao palco.

E porquê esta ensalada? Porque o teatro vicentino é uma criação original e impar de Gil Vicente, atestando um prodigioso poder de invenção, a partir de elementos tradicionais dispersos, não se conhecendo em Portugal, anteriormente a Gil Vicente, realizações teatrais deste ou de outro tipo.

Durante cerca de 35 anos o nosso autor foi nas cortes de D. Manuel I e de D. João III uma espécie de organizador encartado dos espetáculos palacianos, com encargo de festejar nascimentos e casamentos, chegadas e partidas de reis e os dias solenes na corte como o Natal e a Páscoa. Os seus autos nasceram das festividades palacianas, comemorando a primeira delas, o Monólogo do Vaqueiro, o nascimento do futuro rei D. João III em 1502. Por isso, este será também o primeiro texto da nossa Ensalada.

De seguida, e como o teatro vicentino se apresenta muito variado nas suas formas, apresentamos o Velho (enamorado serôdio) e a Alcoviteira (Branca Gil) da farsa O Velho da Horta. Esta história de amor é um dos exemplos do papel da fantasia no teatro vicentino.

O conjunto de textos termina com o Pranto de Maria Parda – porque viu as ruas de Lisboa com tão poucos ramos nas tabernas e o vinho tão caro, e ela não podia viver sem ele.

E assim, marcamos encontro nos meses de outubro e novembro com estas quatro personagens inspiradas em outros tantos tipos tradicionais – o pastor, o enamorado serôdio, a alcoviteira, o parvo.


FICHA ARTÍSTICA
texto Gil Vicente
encenação João Luiz
cenografia João Calvário | Rui Azevedo
figurinos Susanne Rösler
música Pedro Junqueira Maia
desenho de luz Rui Damas

interpretação: Patrícia Queirós | Rui Spranger

Maiores de 12 anos

Em cena de 22 de outubro a 20 de novembro 2011
Sábados às 21h30 e domingos às 16h00, para público em geral, e de 3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação prévia (outros horários a combinar).

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PETHELO-A-KUMA - O MENINO INTELIGENTE

Coprodução com Jangada Teatro, estreia 4 de fevereiro, no Teatro da Vilarinha


Chegou a altura de levar à cena um autor oriundo de um país dos PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, graças à proposta de coprodução, de um conto do escritor Angolano João Miranda, que a Jangada Teatro, de Lousada, nos fez.

PETHELO-A-KUMA o Menino Inteligente foi onde recaiu a escolha, porque nos encontramos perante um conto que nos conduz a um mundo fantástico e maravilhoso. Pethelo-a-Kuma é o nosso pequeno-grande herói. Um menino que julgava que tudo sabia e que partiu em busca da explicação e entendimento daquilo que não sabia ainda, e queria a todo o custo saber.

A viagem de Pethelo resulta numa sucessão de acontecimentos que envolvem o sabor da aventura, a inverosimilhança do sobrenatural num desenrolar típico da narrativa oral – uma história sem tempo e sem espaço. Na sua viagem para o Kalunga (onde o sol morre) vai encontrar figuras que nos dão a conhecer aspetos da tradição cultural angolana.


FICHA ARTÍSTICA

texto João Miranda
encenação João Luiz
cenografia João Calvário | Rui Azevedo
figurinos Susanne Rösler
desenho de luz Rui Damas


Maiores de 6 anos


Em cena de 4 de fevereiro a 4 de março 2012
Sábados às 16h00 e 21h30 e domingos às 16h00, para público em geral, e de 3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação prévia (outros horários a combinar).

www.jangadateatro.com

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HISTÓRIA DO SÁBIO FECHADO NA SUA BIBLIOTECA

Nova versão em cena de 21 de abril a 18 de maio, no Teatro da Vilarinha

Era uma vez um Sábio que tinha lido todos os livros e sabia tudo. Nada do que existia, e mesmo do que não existia, tinha para si segredos. Sabia quantas estrelas há no céu e quantos dias tem o mundo. Conversava com os animais e com as plantas e conhecia o passado, o presente e o futuro. Como sabia todas as coisas e não tinha nada para saber e conhecer, a sua vida era muito triste e desinteressante. Era uma vida sem espanto…
Às vezes apetecia ao Sábio não saber qualquer coisa, poder perguntar a alguém qualquer coisa que não soubesse. Mas vivia fechado na sua Biblioteca e não tinha ninguém a quem perguntar nada.
Até que, um dia, bateu à porta da Biblioteca um Estrangeiro. O Sábio abriu-lhe a porta…

Assim começa a narrativa dramática História do Sábio fechado na sua Biblioteca que resultou da encomenda a Manuel António Pina de uma peça para assinalar os 30 anos, simultaneamente, do Pé de Vento e da parceria com o autor. O espectáculo que estreou em Junho de 2008 será revisitado, subindo agora ao palco com um renovado e duplo sentido, ao estar integrado na homenagem do Pé de Vento a Manuel António Pina por ter sido distinguido com o Prémio Camões 2011 pelo conjunto da sua obra, onde se encontra incluído o teatro que temos apresentado desde 1978. Esta homenagem encerra em Outubro de 2012 com a estreia de uma peça inédita.


FICHA ARTÍSTICA
texto Manuel António Pina
encenação João Luiz
cenografia João Calvário | Rui Azevedo
figurinos Susanne Rösler
música Pedro Junqueira Maia
desenho de luz Rui Damas
interpretação Rui Spranger

Maiores de 6 anos

Em cena de 21 de abril a 18 de maio 2012
Sábados às 16h00 e 21h30 e domingos às 16h00, para público em geral, e de 3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação prévia (outros horários a combinar).



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ENCONTRO DE BASTIDORES
Percurso pelo Teatro

12 a 23 de março de 2012
2ª a 6ª feira às 11h00 e 14h00

Para maiores de 6 anos

Duração: 2 horas. Grupos de 40 alunos.


Encontro de Bastidores é um percurso pelo teatro onde o público contacta com o outro lado do teatro – o que não se vê no palco mas está sempre presente...

Neste sentido um ator conduz o grupo através da totalidade das instalações do Teatro da Vilarinha – camarins, oficina de construção de cenários, atelier de confeção de figurinos, cabina de luz e de som, sala de ensaios e de leitura, serviços administrativos e por fim o palco e o sub-palco, sem esquecer os bastidores.

Ao longo do percurso os visitantes contactam ainda com adereços, peças de cenários e figurinos, num encontro com atores, técnicos e demais elementos da companhia, com os quais deverão procurar esclarecer todas as suas interrogações.

Tendo em conta que parte dos elementos do Pé de Vento serão surpreendidos no exercício das suas tarefas quotidianas, um dos objetivos com o debate é permitir um conhecimento mais circunstanciado da vida do teatro. Para que o contacto se possa estabelecer com as diversas artes e ofícios que contribuem para a criação teatral, as visitas estão associados à montagem e ensaios dos espetáculos.

Esta atividade visa, igualmente, o desenvolvimento de novos públicos com uma outra compreensão do espetáculo de teatro, tanto mais que sem esse lado não visível, o do palco não seria possível.


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ATELIÊS

A VOZ – sua utilização

Workshop orentado pela atriz Patrícia Queirós

Destinado a professores, educadores, formadores e todos aqueles para quem a voz é uma ferramenta imprescindível para o seu trabalho no dia a dia.

Centrado na utilização correcta do aparelho vocal, a formação visa estimular todas as capacidades expressivas ao nível da linguagem verbal – dar ação à voz e à palavra. O trabalho a desenvolver visa dotar os participantes de um conjunto de ferramentas básicas para o conhecimento do seu próprio aparelho vocal e como o usar correctamente no trabalho com a voz.

Venha, neste workshop, descobrir o seu aparelho vocal, e conhecer como pode explorar as suas potencialidades.

Duração: 15 horas (6 x 2 + 3)
Número de participantes: mínimo 8 | máximo 16 *
Horário: 10 de março a 28 de abril (exceto dia 7/4) - sábados, das 10h00 às 12h00
ou 8 a 29 de março - 3ª e 5ª feiras das 18h30 às 20ho0

Preço: 75€ (30€ no ato de inscrição)

Conteúdos
- Respiração e relaxamento
- Colocação e projecção de voz
- Postura
- Articulação e dicção
- Oralidade
- Interpretação de texto
- Avaliação final


ATELIÊ DE EXPRESSÃO DRAMÁTICA | Férias de Páscoa 2012

Orientado pela atriz Patrícia Queirós

A expressão dramática é reconhecidamente a ctividade que mais estimula e desenvolve as crianças e os jovens, aumentando a sua autoconfiança e a sua capacidade de relacionamento, ao mesmo tempo que proporciona o autoconhecimento.

Duração: 12 horas (2h x 6 sessões)
Participantes: mínimo 8 | máximo 16 *
Patrícia Queirós
Preço: 48€ (20€ no acto de inscrição)

Crianças dos 6 aos 12 anos
Datas: 27, 28 e 29 de março | 2, 3 e 4 de abril
Horário: das 14h30 às 16h30

Jovens dos 14 aos 17 anos
Datas: 27, 28 e 29 de março | 2, 3 e 4 de abril
Horário: das 17h00 às 19h00


* Só se realizam se houver número mínimo de participantes


Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.

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O SENHOR DO SEU NARIZ

Em cena na Biblioteca Pública Municipal do Porto, de 14 de Junho a 2 de Julho

O Pé de Vento leva O Senhor do seu Nariz ao auditório da Biblioteca Pública Municipal do Porto (no Jardim de S. Lázaro), de 14 de Junho a 2 de Julho. Sábados, às 16h00, para o público em geral. De 3ª a 6ª feira, 11h00 e 15h00, para público organizado, mediante marcação prévia.

Espectáculo para maiores de 4 anos, O Senhor do seu Nariz é uma história de Álvaro Magalhães, com encenação de João Luiz, que estreou no passado dia 5 Março, no Teatro da Vilarinha.

Custou-me muito a nascer. Estava tão bem desnascido, aconchegado, sem ter nada que fazer. Mas tinha que ser e lá acabei por nascer. Foi então que apareceu a fada… Pousou a mão na minha testa e disse:
- A vida deste rapaz vai dar para o torto.
E foi isso que aconteceu. Era desagradável ser tão diferente do resto da gente, mas que havia de fazer se era esse o meu destino?

Assim começa a história de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que, aos poucos, transforma a sua desgraça em graça.

A transposição deste conto para o palco aposta de novo na personagem do contador/narrador e na ambiguidade que a leitura dramatúrgica permitiu aprofundar, explica João Luiz: "A nossa proposta é fazer uma transposição da situação “narrada” para um plano onde é possível reencontrar a dimensão mágica da escrita de Álvaro Magalhães."

Mais informação sobre O Senhor do Seu Nariz em teatropedevento.blogspot.com/2011/03/em-cena-ate-10-de-abril.html


FICHA TÉCNICA
texto Álvaro Magalhães
encenação João Luiz
interpretação Patrícia Queirós
cenografia João Calvário
figurino Susanne Rösler
composição musical Blandino
desenho de luz Rui Damas
desenho gráfico Pedro Pires
construtor da harpa Ramón Santeiro
construção, montagem e operação de luz Rui Azevedo



Preço dos bilhetes: 6€; 4,50€ (<25 e >65 anos); 3,40€ (grupos 10 pessoas)


Sobre .

Em cena até 10 de Abril

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O Senhor do Seu Nariz, de Álvaro Magalhães, estreou sábado, 5 de Março, no Teatro da Vilarinha.

Para João Luiz, o encenador, O Senhor do Seu Nariz é um daqueles contos que nos trazem à memória um “outro tempo”. Um tempo muito antigo, cheio de prodígios, em que era possível conviver com seres de outras paragens, de todas as formas e feitios, fossem eles duendes, fadas ou bruxas, capazes de predizer o destino de cada um, por capricho, maldade ou simpatia.
Foi o que aconteceu ao herói desta história, a quem uma fada maldosa fadou para ser «diferente», no momento feliz do seu nascimento… Por maldade, ou pressentimento, disse mesmo mais, para que a mãe ouvisse:
– A vida deste rapaz vai dar para o torto!
E o certo é que deu, porque à medida que o nosso herói crescia, também crescia, sem parar, o seu nariz. Mas a sorte dele, malfadadamente, era bem pior que a do Pinóquio, porque em vez de mentir com todos os seus dentes, falava verdades do tamanho do seu nariz… O seu castigo era ser diferente, tão diferente, que nem tinha nome como toda a gente: era apenas O Senhor do seu Nariz
Mas o que é isso de ser “diferente”? Ao princípio, o rapaz achou divertido não ser igual a toda a gente. Mas depois parece que se cansou de ser diferente. Decidiu por isso ir para um lugar isolado, onde o seu nariz estivesse em paz e confortável. E assim, no seu lugar, ficou instalado um grande vazio.
Mas logo foram muitos os que pensaram na grande falta que ambos faziam: o Senhor e o seu Nariz avisado…
E como nesta história nada é impossível, o Senhor do seu Nariz acabou por encontrar a fada que lhe traçara um destino tão azarado. O pior de tudo é que ela, lá no reino invisível das fadas, também tinha sido muito malfadada!

A transposição deste conto para o palco aposta de novo na personagem do contador/narrador e na ambiguidade que a leitura dramatúrgica permitiu aprofundar. A nossa proposta é fazer uma transposição da situação “narrada” para um plano onde é possível reencontrar a dimensão mágica da escrita de Álvaro Magalhães.

No final desta história, como geralmente acontece nos contos do autor, algo de misterioso fica ainda a pairar: é que As fadas sabem. Mas não sabem que sabem. Sabem sem o saber.
Será?