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Temporada 2015 -2016



Programação





















Foi há precisamente 20 anos que Pé de Vento iniciou as obras de recuperação e adaptação do edifício das antigas instalações da Junta de Freguesia de Aldoar com o objetivo de criar uma nova sala de espetáculos no Porto, o Teatro da Vilarinha, inaugurado em outubro de 1996.

A abertura do Teatro da Vilarinha foi um passo decisivo para a projeção da companhia, uma vez que permitiu o reforço da relação do Pé de Vento com os públicos do Porto e da sua área metropolitana.

Por essa mesma altura, a companhia Pé de Vento operou modificações na sua equipa artística e fez alterações na sua estrutura técnico-administrativa, de modo a responder a novos e exigentes desafios. Na conjuntura atual, a companhia tem procurado adaptar-se às restrições orçamentais que se fazem sentir no campo do teatro profissional. Paralelamente, estão em curso alterações que implicam a atribuição da responsabilidade de projetos específicos e da direção artística aos elementos mais jovens que, ao longo dos últimos anos, têm vindo a trabalhar regularmente na Companhia, como é o caso de Rui Spranger e Patrícia Queirós.

A próxima temporada será já um reflexo destas novas opções. A programação do Teatro da Vilarinha abrirá com um espetáculo, a estrear em outubro, da responsabilidade de Patrícia Queirós, intitulado DEUSES, DONZELAS, DESTINOS – História de uma princesa chamada Europa. Seguir-se-á a reposição, em dezembro e janeiro, de O Lugar Desconhecido, um dos contos de A Mata dos Medos, de Álvaro Magalhães. Em março e abril de 2016, voltaremos a mergulhar no universo ficcional de Álvaro Magalhães, com Contos do Lápis Verde.

No decurso da nova temporada, retomaremos a itinerância, designadamente com o programa ao pé da porta, a que destinamos três espetáculos, todos da autoria de Álvaro Magalhães: dois que transitam da passada temporada – O Velho e a sua linda nogueira e O Senhor do seu nariz – a que se vem somar o espetáculo estreado no passado mês de fevereiro: O Lugar desconhecido.

Enquanto nos preparamos para celebrar, em outubro do próximo ano, os 20 anos do Teatro da Vilarinha, cá estaremos, entretanto, prontos para vos acolher na nossa sala: não só com os espetáculos que vos propomos, mas também com uma nova edição do Encontro de Bastidores, a par de outras realizações que serão pontualmente apresentadas ao longo da temporada e de que vos daremos conhecimento.

Fazemos votos para que a nova temporada vos ofereça um frutuoso encontro com o teatro, imaginando-o como aquele «jardim» de que nos fala José Tolentino Mendonça neste pequeno poema:

Para aqueles que frequentam o jardim
O mundo está sempre a florescer
Longe de mim diminuir o louvor

A Direção

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Teatro
DEUSES, DONZELAS, DESTINOS
O Nascimento de Europa


Dramaturgia Maria João Reynaud
Encenação e interpretação Patrícia Queirós

Maiores de 6 anos


As histórias com deuses e donzelas enfrentando os seus destinossempre povoaram o imaginário da cultura ocidental. Apesar de se ignorar a origem da maior parte desses relatos míticos, a sua memória foi-se transmitindo ao longo dos tempos, de geração em geração, permitindo associar o princípio da «crença numa divindade» a uma cosmovisão primordial. i através de uma cadeia infinita de contadores de histórias que os mitos abriram o longo caminho que os levou da forma oral primitiva às múltiplas formas escritas que os perpetuaram.

A sua fixação é inseparável de uma progressiva consciência poética da linguagem e do trabalho de criação. Desde cedo que os grandes poetas da Antiguidade levaram a cabo a tarefa de fixar em textos esplêndidos, a que hoje chamamos clássicos, as histórias que a transmissão oral continuou a difundir e a transformar.

Nas suas diversas versões, o mito da Europa estabelece uma relação fundadora entre um lugar real e um lugar imaginário, constituindo deste modo o substrato de uma «geopoética» que nos convida a refletir sobre as origens da nossa civilização e da nossa cultura. O facto de o mito enunciar hoje o que se passou in illo tempore confere-lhe um valor simbólico renovado. Por isso nos incumbimos da tarefa de o narrar aos mais novos, para que ele não se apague da memória coletiva e seja recebido como um legado comum e valiosíssimo, que é preciso preservar.


TEATRO DA VILARINHA

Sessões para público em geral

25 de outubro a 15 de novembro
sábados e domingos às 16h00


Sessões para público escolar

20 de outubro a 13 de novembro
3.ª a 6.ª às 11h00 e 15h00 (outros horários a combinar)

Duração: 50 minutos seguido de debate
Capacidade máxima de 106 alunos
Preço: 3,40 €/aluno
Organização/preço de transporte: sob consulta


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Teatro
A MATA DOS MEDOS 
O Lugar desconhecido

Texto Álvaro Magalhães
Encenação João Luiz
Interpretação Patrícia Queirós

Maiores de 4 anos

Disponível para itinerância


O Lugar desconhecido é o primeiro espetáculo que fará parte de um díptico intitulado A Mata dos Medos que Álvaro Magalhães aceitou adaptar para o Pé de Vento levar à cena, a partir do conto homónimo editado em 2010.

Ao transpor cenicamente o mundo que gira em torno do largo do Pinheiro Grande procuramos, através destas personagens, falar da condição humana, uma vez que as dificuldades de vivência destes bichos em comunidade, como a aceitação da diferença, espelham, simbolicamente, a conduta dos seres humanos com os medos que os acompanham. Por outro lado, a vida presente nesta Mata dos Medos é um verdadeiro elogio à natureza











Ah, o Lugar Desconhecido!
Melhor sítio não há.
Mas não se procura, só se encontra.
Podes estar parado e chegar lá.











TEATRO DA VILARINHA

Sessões para público em geral

5 de dezembro a 10 de janeiro
sábados e domingos às 16h00

Sessões para público escolar

1 de dezembro a 15 de janeiro
3.ª a 6.ª às 11h00 e 15h00 (outros horários a combinar)
Duração: 50 minutos seguido de debate
Capacidade máxima de 106 alunos
Preço: 3,40 €/aluno
Organização/preço de transporte: sob consulta


AO PÉ DA PORTA
(O teatro vai ao encontro do público)

13 de outubro a 9 de junho 


Condições especiais num raio de 20 km (outras distâncias sob consulta)
3 € por bilhete - inclui a deslocação do espetáculo

Sessões para público escolar (manhã e/ou tarde)
duração: 50 minutos seguido de debate
n.º de espetadores: min. 20/máx. recomendado 150


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Teatro
CONTOS DO LÁPIS VERDE

Texto Álvaro Magalhães
Encenação João Luiz

Maiores de 4 anos


Sinto a obrigação de vos dizer, antes de mais, que, embora estas histórias levem o meu nome, foram escritas, como dizer?, contra a minha vontade. Sim, é verdade.

Quem as escreveu foi um lápis verde que não sei como veio parar á minha mão. Para ele, o que eu digo não se escreve, só o que ele quer escrever. Estão a ver?

Assim começam as palavras de Álvaro Magalhães que abre a edição dos Contos do Lápis Verde onde o autor desenvolve uma das suas facetas de inventor de palavras através da exploração do “sem sentido”. Histórias que, com a aparência de absurdo – Fábula do Porcaleão e do Lobordeiro ‒ são, em si mesmas, jogos de linguagem geradores de novos vocábulos.

Situações de pleno absurdo onde ecoam sonoridades de palavras inabituais que provocam a estranheza e acabam por encontrar a sua razão de ser no desenrolar da própria história.


TEATRO DA VILARINHA

Sessões para público em geral

12 a 20 de março | 2 a 17 de abril
sábados e domingos às 16h00


Sessões para público escolar

8 de março a 22 de abril
3.ª a 6.ª às 11h00 e 15h00 (outros horários a combinar)

Duração: 50 minutos seguido de debate
Capacidade máxima de 106 alunos
Preço: 3,40 €/aluno
Organização/preço de transporte: sob consulta  


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Teatro
O SENHOR DO SEU NARIZ

Texto Álvaro Magalhães
Encenação João Luiz
Interpretação Patrícia Queirós

Maiores de 4 anos

Disponível para itinerância


Custou-me muito a nascer. Estava tão bem desnascido, aconchegado, sem ter nada que fazer. Mas tinha que ser, e lá acabei por nascer. Foi então que apareceu a fada… Não foi convidada mas apareceu. Foi para o que lhe deu. Pousou a mão na minha testa e disse: — A vida deste rapaz vai dar para o torto.

Assim começa a história de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que, aos poucos, transforma a sua desgraça em graça.

Ao longo da temporada O Senhor do seu nariz vai estar disponível para viajar até onde o queiram ouvir falar das suas aventuras e o queiram ver atuar.




AO PÉ DA PORTA
(O teatro vai ao encontro do público)

13 de outubro a 9 de junho
Condições especiais num raio de 20 km (outras distâncias sob consulta)
3 € por bilhete (inclui a deslocação do espetáculo)

Sessões para público escolar (manhã e/ou tarde)
duração: 50 minutos seguido de debate
n.º de espetadores: min. 20/máx. recomendado 150





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Visitas guiadas
ENCONTRO DE BASTIDORES
Percurso pelo Teatro


Encontro de Bastidores é um percurso pelo teatro onde o público contacta com o outro lado do teatro — o que não se vê no palco mas está sempre presente...

Neste sentido um ator conduz o grupo através da totalidade das instalações do Teatro da Vilarinha — camarins, oficina de construção de cenários, ateliê de confeção de figurinos, cabina de luz e de som, sala de ensaios e de leitura, serviços administrativos e por fim o palco e o subpalco, sem esquecer os bastidores.

Ao longo do percurso os visitantes contactam ainda com adereços, peças de cenários e figurinos, num encontro com atores, técnicos e demais elementos da companhia, com os quais deverão procurar esclarecer todas as suas interrogações.

Tendo em conta que parte dos elementos do Pé de Vento serão surpreendidos no exercício das suas tarefas quotidianas, um dos objetivos com o debate é permitir um conhecimento mais circunstanciado da vida do teatro.

Para que o contacto se possa estabelecer com as diversas artes e ofícios que contribuem para a criação teatral, as visitas estão associados à montagem e aos ensaios dos espetáculos.

Esta atividade visa, igualmente, o desenvolvimento de novos públicos com uma outra ompreensão do espetáculo de teatro, tanto mais que sem esse lado não visível, o do palco não seria possível.


13 de outubro a 27 de maio
2.ª a 6.ª feira às 11h00 e 14h00

duração aproximada: 2h
a partir dos 6 anos
grupos de 40 alunos
organização/preço de transporte: sob consulta

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Exposição

O QUE É O TEATRO?


Exposição composta por 25 quadros (60 cm × 70 cm) disponível para instituições de ensino, bibliotecas e organizações de difusão cultural.

Período de cedência: máximo 60 dias
Custos: transporte e montagem (caso seja necessário)


Esta exposição, promovida pela Direção-Geral das Artes, constituiu um desafio para quem, como eu, há largos anos se vem ocupando do estudo e do ensino da história do teatro. Ao propósito de divulgar por todo o País esta arte e a sua história juntava-se o desejo de nela incluir a memória do teatro feito em Portugal. A escassez de documentação anterior ao século XVI e as dificuldades de acesso às fontes textuais e iconográficas foram determinantes para as opções tomadas. Creio, todavia, que a exposição permitirá reapreciar o lugar do teatro produzido em Portugal e na cultura europeia, graças ao cruzamento que o observador é convidado a fazer, quer entre imagens de diversa proveniência, quer entre estas e o texto. 


Maria João Brilhante – Comissariado científico
(Centro de Estudos de Teatro)
.

Temporada 2014-2015


A propósito da nova temporada

Com o Programa Ao Pé da Porta, lançado na temporada transata, a companhia Pé de Vento retoma a sua atividade teatral, desenvolvendo-a em duas vertentes distintas: as representações no Teatro da Vilarinha e a itinerância — umas vezes com programações coincidentes, outras com programações autónomas e complementares.

A programação do Teatro da Vilarinha, para além de levar à cena produções do seu repertório habitual, vai incluir a estreia de um novo espetáculo. Trata-se do primeiro texto de A Mata dos Medos, um díptico da autoria de Álvaro Magalhães cujo segundo texto se projeta levar à cena em 2017.

Na programação para a itinerância, que integra o programa Ao Pé da Porta, estão agendados três espetáculos. Dois de Álvaro Magalhães: O Senhor do seu nariz e O Velho e a sua linda nogueira. E um de Manuel António Pina: O Tesouro.

Ao longo da nova temporada, qualquer um destes espetáculos poderá deslocar-se a escolas, a bibliotecas, a auditórios municipais, etc., do Porto, do grande Porto e da sua área distrital, indo ao encontro dos públicos juvenis que não têm a possibilidade de se deslocar à nossa sala de espetáculos — o Teatro da Vilarinha.

Sabendo nós do empenhamento e dos esforços de muitos professores para encontrar soluções que permitam proporcionar aos seus alunos uma ida ao teatro, queremos dizer a todos eles que podem contar connosco para colaborar em soluções que viabilizem a concretização dessas ações culturais junto da população escolar. Continuamos disponíveis, como tem acontecido ao longo de mais de três décadas de atividade, para levar o teatro aos mais novos, na convicção de que esta forma de arte, onde a palavra se cruza com outras formas de linguagem, contribui de modo incomparável para a formação integral dos espetadores mais jovens.

Em jeito de conclusão, lembramos um excerto do poema «Pátria», de Sophia de Mello Breyner, publicado em 1962 no Livro Sexto:

Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro
(…)
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas

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PROGRAMAÇÃO

Teatro

O VELHO E A SUA LINDA NOGUEIRA

texto Álvaro Magalhães
encenação João Luiz
interpretação Patrícia Queirós

M/ 4 anos

Disponível para itinerância


Com O Velho e a sua linda Nogueira regressámos a um dos contos mais emblemáticos da obra de Álvaro Magalhães. Como em obras anteriores do Autor, este é um texto que tem por base um conto tradicional por ele reelaborado, estreado em outubro de 2013, e que voltará à cena do Teatro da Vilarinha a partir de novembro para mais uma série de representações.

A história conta-nos que o Velho Desgraça, servindo-se de uma graça concedida por S. Pedro, a quem pedira para prender na nogueira quem lá subisse para roubar as suas nozes, acaba por enganar a própria morte — Eu queria viver para cuidar da minha linda nogueira, que era a minha única companhia, o maior consolo, a verdadeira alegria.

Agora, com a morte presa, nada acontecia: «A terra fugiu da terra, a água fugiu da água, o fogo fugiu do fogo, o ar fugiu do ar. E a vida fugiu da vida.» Já não havia morte e sem morte não há vida.
Solta a Morte Desgraça! Solta a Morte! – gritavam os outros sem parar.

O Velho Desgraça viu-se obrigado a soltar a morte: Soltei a Morte. Mas não foi assim sem mais nem menos…
...Sempre houve desgraça sobre a terra e, graças a mim, sempre haverá. E a culpa é minha. Enganando a morte, enganei-me a mim e fui condenado a pisar a terra. Enquanto o mundo for mundo, aqui estarei para contar esta história. E como é longa e negra e triste a eternidade.


AO PÉ DA PORTA  
 Porto/Raio de 20 km (outras distâncias sob consulta)
13 de outubro 2014 a 29 de maio 2015
Sessões para público escolar: manhã e/ou tarde

Duração: 50 minutos seguido de debate
N.º de alunos: mín. 20 / máx. recomendado 150
Preço do bilhete: 3 €
Deslocação ao local tudo incluído


TEATRO DA VILARINHA

SESSÕES PARA O PÚBLICO ESCOLAR
18 de novembro 2014 a 15 de janeiro 2015
3.ª a 6.ª às 11h00 e 15h00 (outros horários a combinar)
Duração: 50 minutos seguido de debate
Capacidade máxima de 106 alunos
Preço: 3,40 €/aluno
Organização/preço de transporte: sob consulta

SESSÕES PARA PÚBLICO EM GERAL
6 a 28 de dezembro | sábados e domingos às 16h00

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Teatro

A MATA DOS MEDOS O Lugar desconhecido

texto Álvaro Magalhães
encenação João Luiz
interpretação Patrícia Queirós

M/4 anos

Disponível para itinerância

O Lugar desconhecido é o primeiro espetáculo que fará parte de um díptico intitulado A Mata dos Medos que Álvaro Magalhães aceitou adaptar para o Pé de Vento levar à cena, a partir do conto homónimo editado em 2010.

Ao transpor cenicamente o mundo que gira em torno do largo do Pinheiro Grande procuramos, através destas personagens, falar da condição humana, uma vez que as dificuldades de vivência destes bichos em comunidade, como a aceitação da diferença, espelham, simbolicamente, a conduta dos seres humanos com os medos que os acompanham. Por outro lado, a vida presente nesta Mata dos Medos é um verdadeiro elogio à natureza.

Ah, o Lugar Desconhecido!
Melhor sítio não há.
Mas não se procura, só se encontra.
Podes estar parado e chegar lá.


TEATRO DA VILARINHA

SESSÕES PARA O PÚBLICO ESCOLAR
23 de fevereiro a 20 de março
3.ª a 6.ª às 11h00 e 15h00 (outros horários a combinar)
Duração: 50 minutos seguido de debate
Capacidade máxima de 106 alunos
Preço: 3,40 €/aluno
Organização/preço de transporte: sob consulta

SESSÕES PARA PÚBLICO EM GERAL
28 de fevereiro a 29 de março 
sábados e domingos às 16h00

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Teatro

O TESOURO

texto Manuel António Pina
encenação João Luiz
interpretação Rui Spranger

M/10 anos
Disponível para itinerância

Para assinalar os 40 anos do 25 de Abril levamos à cena no primeiro trimestre do corrente ano de 2014 O TESOURO de Manuel António Pina que, tendo em conta o caloroso acolhimento do público, voltará à cena para mais uma série de representações no Teatro da Vilarinha, permanecendo, igualmente, disponível para a itinerância. 


A partir deste pequeno conto construímos um espetáculo onde várias e diversas lembranças, sobretudo auditivas, se misturam, fundindo-se numa nova realidade operando a metamorfose da própria cena, como um dos símbolos da transformação ocorrida no seio da sociedade portuguesa, sobretudo com a chegada desse bem tão precioso que se chama «liberdade». 

E como pode alguém viver sem liberdade? Como é possível? perguntavam às pessoas que viviam no País das Pessoas Tristes. E então explicavam-lhes: naquele país as pessoas não podiam fazer o que queriam, nem podiam dizer o que pensavam ou o que sentiam. Nem sequer podiam contar esse segredo a ninguém… 

Até que um dia chegou em que, no País das Pessoas Tristes, as pessoas decidiram reconquistar o seu tesouro. 

Todo o país se transformou numa grande festa, ruidosa e transbordante, e as pessoas deixaram sair livremente do coração todas as palavras e todos os sentimentos longamente acumulados durante os anos de infelicidade.


TEATRO DA VILARINHA

SESSÕES PARA O PÚBLICO ESCOLAR
13 de abril a 15 de maio 2015
3.ª a 6.ª às 11h00 e 15h00  (outros horários a combinar)
Duração: 50 minutos seguido de debate
Capacidade máxima de 106 alunos
Preço: 3,40 €/aluno
Organização/preço de transporte: sob consulta

SESSÕES PARA PÚBLICO EM GERAL
18 de abril a 17 de maio 2015
 sábados às 21h30 | domingos às 16h00


AO PÉ DA PORTA  
Porto/Raio de 20 km (outras distâncias sob consulta)

13 de outubro 2014 a 29 de maio 2015
Sessões para público escolar: manhã e/ou tarde
Duração: 50 minutos seguido de debate
Nº de alunos: mín. 20 / máx. recomendado 150
Preço do bilhete: 3 €
Deslocação ao local tudo incluído

... ...
Teatro

O SENHOR DO SEU NARIZ

texto Álvaro Magalhães
encenação João Luiz
interpretação Patrícia Queirós

M/4 anos

Disponível para itinerância



Custou-me muito a nascer. Estava tão bem desnascido, aconchegado, sem ter nada que fazer. Mas tinha que ser, e lá acabei por nascer. Foi então que apareceu a fada… Não foi convidada mas apareceu. Foi para o que lhe deu. Pousou a mão na minha testa e disse:
A vida deste rapaz vai dar para o torto.

Assim começa a história de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que, aos poucos, transforma a sua desgraça em graça.

Ao longo da temporada O Senhor do seu nariz vai estar disponível para viajar até onde o queiram ouvir falar das suas aventuras e o queiram ver atuar.


AO PÉ DA PORTA  
Porto/Raio de 20 km (outras distâncias sob consulta)
13 de outubro 2014 a 29 de maio 2015

Sessões para público escolar: manhã e/ou tarde
Duração: 50 minutos seguido de debate
N.º de alunos: mín. 20 / máx. recomendado 150
Preço do bilhete: 3 €
Deslocação ao local tudo incluído

... ...
Visitas guiadas

ENCONTRO DE BASTIDORES

PERCURSO PELO TEATRO

10 a 21 de novembro 2014
2.ª a 6.ª feira às 11h00 e 14h00

duração aproximada: 2h
a partir dos 6 anos
grupos de 40 alunos
organização/preço de transporte: sob consulta
 

Encontro de Bastidores é um percurso pelo teatro onde o público contacta com o outro lado do teatro — o que não se vê no palco mas está sempre presente... Neste sentido um ator conduz o grupo através da totalidade das instalações do Teatro da Vilarinha — camarins, oficina de construção de cenários, ateliê de confeção de figurinos, cabina de luz e de som, sala de ensaios e de leitura, serviços administrativos e por fim o palco e o subpalco, sem esquecer os bastidores.

Ao longo do percurso os visitantes contactam ainda com adereços, peças de cenários e figurinos, num encontro com atores, técnicos e demais elementos da companhia, com os quais deverão procurar esclarecer todas as suas interrogações. Tendo em conta que parte dos elementos do Pé de Vento serão surpreendidos no exercício das suas tarefas quotidianas, um dos objetivos com o debate é permitir um conhecimento mais circunstanciado da vida do teatro. Para que o contacto se possa estabelecer com as diversas artes e ofícios que contribuem para a criação teatral, as visitas estão associados à montagem e aos ensaios dos espetáculos.

Esta atividade visa, igualmente, o desenvolvimento de novos públicos com uma outra compreensão do espetáculo de teatro, tanto mais que sem esse lado não visível, o do palco não seria possível.




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Exposição

O QUE É O TEATRO?

Exposição composta por 25 quadros (60 cm × 70 cm) disponível para instituições de ensino, bibliotecas e organizações de difusão cultural.

Período de cedência: máximo 60 dias
Custos: transporte e montagem (caso seja necessário)

Esta exposição, promovida pela Direção-Geral das Artes, constituiu um desafio para quem, como eu, há largos anos se vem ocupando do estudo e do ensino da história do teatro. Ao propósito de divulgar por todo o País esta arte e a sua história juntava-se o desejo de nela incluir a memória do teatro feito em Portugal. A escassez de documentação anterior ao século XVI e as dificuldades de acesso às fontes textuais e iconográficas foram determinantes para as opções tomadas. Creio, todavia, que a exposição permitirá reapreciar o lugar do teatro produzido em Portugal e na cultura europeia, graças ao cruzamento que o observador é convidado a fazer, quer entre imagens de diversa proveniência, quer entre estas e o texto.


Maria João Brilhante – Comissariado científico
(Centro de Estudos de Teatro)