Ratos e Borboletas na Barriga


texto Paulinho Oliveira
encenação Rui Spranger
cenografia João Calvário
assistente de cenografia e grafitis Rui Azevedo
desenho de luz Rui Damas
música Blandino
figurinos Susanne Rösler

interpretação Fernando Fernandes | Odete Mosso

Teatro da Vilarinha
de 31 de Outubro a 8 de Novembro
e de 21 a 29 de Novembro
sábados 16h00 | 21h45 domingos 16h00

Paulinho Oliveira sobre RATOS E BORBOLETAS NA BARRIGA

Não há duas sem três

E vou explicar os porquês

Não stressem

Vocês merecem.

Foi praticamente no Pé de Vento (e não invento, belo momento, há muito tempo) que comecei (factor a favor) a minha carreira de actor aqui no Teatro da Vilarinha.

Foi também nesta companhia (com o Ferraz e a Belinha, numa outra linha como convinha) que experimentei, há um tempo atrás, a minha primeira encenação profissional, assim tal e qual como vos digo, sem olhar para o umbigo.

E vão duas, pois é, como diz o JÉLÉ, é também nesta casa (quem não gosta baza) que se estreia o meu primeiro texto escrito por encomenda, com liberdade total, não censurada.

Não há muito que dizer

Estamos sempre a aprender

Esta peça (espero que mereça) é um desafio do João Luiz e do Spranger. Gente em quem confio para trabalhar sem me sentir deslocado como se fosse um Stranger (desculpem o rimar forçado)

Quando o Rui me esticou um fio (vulgo, telefonou) para me lançar o desafio, o meu coração disparou: claro que eu aceito o compromisso, nem se fala mais nisso, não há problema, qual é o tema? Tema? Deixa-te disso, isso é contigo, não é comigo.

Olha-me este!...

Paulinho Oliveira.

Porto, Outubro de 2009.

Honoris causa:

Dedico esta peça à memória de Isabel Alves Costa, minha professora de dramaturgia, que um dia me disse: Não te preocupes Paulinho, tu gostas é de fazer Teatro!


Cumplicidade artística

Damos início à nova temporada do Teatro da Vilarinha com a estreia absoluta de um original encomendado a Paulinho Oliveira. Trata-se de uma encomenda proposta por Rui Spranger e feita na altura em que Pé de Vento o convidou para encenar o espectáculo de abertura da temporada 2009/10.

Ratos e Borboletas na Barriga é o resultado desta parceria, à qual se vieram juntar, um pouco mais tarde, Rui Damas e o músico Blandino, ambos colaboradores e cúmplices do Pé de Vento em vários espectáculos levados à cena no Teatro da Vilarinha, no decurso da última década.

Esta cumplicidade artística, que se gerou ao longo do processo de criação de alguns dos mais significativos espectáculos levados à cena pela companhia, veio permitir que, em conjunto com os restantes colaboradores, sejam agora estes criadores mais jovens os responsáveis pela concretização de projectos que, pela diferença, passam a integrar a programação anual do Pé de Vento.


Ratos e Borboletas na Barriga é, pois, o produto desta estimulante sinergia que, naturalmente, também fará sentir coisas estranhas na barriga aos seus criadores quando o pano abrir…

A Direcção


RATOS E BORBOLETAS NA BARRIGA

Em cena de 31 de Outubro a 29 de Novembro

Ratos e Borboletas na Barriga, espectáculo com texto de Paulinho Oliveira e encenação de Rui Spranger, estreia no dia 31 de Outubro, sábado, às 21h45, no Teatro da Vilarinha.

Ratos e Borboletas na Barriga conta a história de amor entre dois adolescentes de diferentes cores e diferentes estratos sociais. Se, com o aparecimento do primeiro amor já cada uma das personagens se depara com essa estranha sensação de ratos e borboletas a crescerem nas entranhas, imagine-se a quantidade de provações que estes dois jovens vão ter de ultrapassar quando se depararem com muitas das ideias feitas, resultantes da diferença da cor da pele e das escalas socioculturais. Por outras palavras, um questionamento das problemáticas ligadas à miscigenação e ao inter-culturalismo.

A interpretação cabe à actriz Odete Mosso e ao actor, cantor e compositor Fernando Fernandes (FF).

A cenografia é de João Calvário, a assistência de cenografia e os graffitis são de Rui Azevedo, o desenho de luz de Rui Damas, os figurinos de Susanne Rösler e a música de Blandino.

O jovem escritor de origem angolana Paulinho Oliveira, que também já foi actor no Pé de Vento, recebeu, em 2000, o Grande Prémio INATEL/Teatro – Novos Textos com a peça Blacklight MC, e, em 2002, o Prémio Revelação de Literatura para a Infância e a Juventude da Associação Portuguesa de Escritores/Instituto Português do Livro e das Bibliotecas. com o conto As aventuras de Vicente Feijão.

Ratos e Borboletas na Barriga corresponde à primeira encenação de Rui Spranger para a companhia Pé de Vento, com a qual colabora, enquanto actor, há 12 anos. No entanto, o espectáculo concretizará a 11ª encenação do seu percurso artístico.

O espectáculo, classificado para maiores de 8 anos de idade, estará em cena de 31 de Outubro a 29 de Novembro: sábados às 16h00 e 21h45, e domingos às 16h00. Sessões para o público escolar de 3ª a 6ª feira, às 11h00 e às 15h00.


"História do Sábio fechado na sua Biblioteca" viaja até ao Algarve

Sábado, 19 de Setembro, o Pé de Vento apresenta História do Sábio fechado na sua Biblioteca, de Manuel António Pina, na Sala Polivalente da recém inaugurada Biblioteca Municipal António Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António. O espectáculo, com encenação de João Luiz, tem início às 14h30.

Era uma vez um Sábio chinês que vivia há muitos anos fechado na sua Biblioteca e sabia tudo, tudo. Nada do que existia, e até do que não existia, tinha para ele segredos. Sabia quantas estrelas há no céu e quantos dias tem o mundo. Conversava com os animais e com as plantas e conhecia o passado, o presente e o futuro. Ora, como conhecia todas as coisas, a sua vida era, claro, muito triste e desinteressante. Mesmo as coisas mais misteriosas, como, por exemplo, os cortinados agitando-se com o vento, ou, à noite, os móveis rangendo como se falassem uns com os outros, não tinham para ele qualquer mistério. Até que um dia um estrangeiro bateu à porta da Biblioteca…

História do Sábio fechado na sua Biblioteca é a mais recente história de Manuel António Pina. Estreou no Teatro da Vilarinha, em Junho de 2008 e esteve em cena durante cerca de um mês. O espectáculo foi um dos pontos altos das comemorações dos 30 anos da companhia de teatro Pé de Vento, desde sempre vocacionada para o público infanto-juvenil, sendo que Manuel António Pina foi precisamente o autor da primeira peça que a companhia apresentou em Julho de 1978. No final do ano passado, o espectáculo voltou à cena, desta vez na Galeria da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, no âmbito da exposição alusiva ao aniversário, patente naquele espaço.

O espectáculo está classificado para maiores de 6 anos de idade e tem duração de cerca de 50 minutos.


Ficha técnica

texto Manuel António Pina

encenação João Luiz

cenografia João Calvário | Rui Azevedo

figurinos Susanne Rösler

máscaras Mestre Esteves e Tozé

música Pedro Junqueira Maia

desenho de luz Rui Damas

interpretação Rui Spranger | Sara Paz


A Asa e A Casa

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E
spectáculo de Teresa Rita Lopes, no Museu Nacional Soares dos Reis

Sábado, 27 de Junho | 16h00 uma nova estreia para o público em geral

















O Pé de Vento repõe A Asa e A Casa, de Teresa Rita Lopes, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto (Rua D.Manuel II). O espectáculo, para maiores de 6 anos, é encenado por João Luiz e estará em cena de 26 de Junho a 26 de Julho.

A Asa e a Casa conta a história do encontro entre um bonecreiro saltimbanco que anda de praia em praia e uma vendedeira de bolos que desce da serra até à praia para vender os seus deliciosos doces. Ele leva às costas a barraquinha de fantoches carregada de sonhos, ela leva à cabeça o cesto carregado de guloseimas. Ele percorre o mundo, ela vive no campo; não só não se conhecem, como cada um desconhece a forma de vida do outro.

O espectáculo tem encenação de João Luiz, cenografia de João Calvário, figurinos de Susanne Rösler, desenho de luz de Rui Damas e movimento de Ruben Marks.

Rui Spranger e Sónia Correia interpretam o bonecreiro e a vendedeira. Blandino é o músico.

A Asa e A Casa estreou em Julho de 2003, no Núcleo Rural do Parque da Cidade. Nesse ano, viajou até à Figueira da Foz e até à Galiza, Espanha. Em Março de 2004 o espectáculo foi apresentado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a propósito do lançamento da obra homónima de Teresa Rita Lopes. E nesse Verão voltou ao parque da cidade do Porto. Em Junho e Julho de 2005 foi apresentada na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto.

Estará agora em cena com sessões para o público em geral aos sábados e domingos, às 16h00. As sessões para o público escolar terão lugar terças-feiras de tarde, às 15h00, e de quarta a sexta-feira, às 11h00 e 15h00.

Preço dos bilhetes: €4,50 crianças e €6,00 adulto. Grupos de 10 pessoas, €3,40 cada.

Reservas através de contacto para o Teatro da Vilarinha.

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Uma história sobre o medo do escuro

Acende a Noite no Teatro da Vilarinha, de 6 a 21 de Junho

Espectáculo de José Caldas, para maiores de 4 anos

















Acende a Noite, de José Caldas a partir da obra de Ray Bradbury, estreia sábado, 6 de Junho, às 21h30, no Teatro da Vilarinha, no Porto. O espectáculo, para maiores de 4 anos, fica em cena até 21 de Junho: sextas às 21h30; sábados às 16h00 e 21h30; e domingos às 16h00. À semana, estão previstos espectáculos para as escolas, sujeitos a marcação.

Um rapaz não gosta da noite. Ele ama todas as espécies de luzes e o sol amarelo. Seu quarto, no coração da noite, é o único iluminado em toda a cidade. Mas ele vê os outros rapazes que jogam à noite entre claro-escuro dos lampiões. Ele também gostava de jogar mas... Um dia chega a escuridão, uma menina que brinca com ele. Uma história para nos fazer reflectir sobre o nosso medo da sombra, do nosso lado mais escondido e inquietante, mas cheio de maravilhas insuspeitas.

O resumo é de José Caldas, que criou o espectáculo, livremente inspirado na obra de Ray Bradbury e com poemas de Jorge Sousa Braga. Em cena, José Caldas e os seus bonecos.

“Em criança eu gostava muito de brincar com bonecas”, conta. “Mas era terminantemente proibido. Bonecas era coisa de meninas. Como se o acto ameaçasse a nossa masculinidade inoculando o vírus do feminino. Ameaça que o poder do escuro, da noite, (yn) fizesse despertar no luminoso e quente (yang) masculino a parcela de mulher que habita o nosso selvagem coração. O curto conto de Bradbury nos inspirou a reinventar teatralmente este estranho e exaltante prazer de contactar com a nossa parcela feminina. Poder brincar livremente com bonecas/marionetas que representam o nosso duplo neste grande espelho interior e reflexivo que é o teatro. Entre a narração e vivência, entre o sonho e a realidade, penetramos no interior da terra, no reino das deusas mães, para reacender a escuridão intuída na infância e recusada no adulto mundo da razão.”


FICHA TÉCNICA

Acende a Noite, conto de Ray Bradbury

adaptação, encenação e interpretação José Caldas

cenografia José António Cardoso

bonecos Marta Silva

música e assistência de encenação Miguel Rimbaud

construção de cenografia Rui Azevedo

desenho de luz Equipa de Criação

operação de luz Artur Rangel

produção Quinta Parede

www.scholaris.info/quintaparede

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