Pé de Vento conquistou sete mil espectadores em 2010

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99 representações e 13 Encontros de Bastidores

Em 2010, o Pé de Vento registou uma subida de público: 7.169 espectadores de 99 representações (de cinco espectáculos) e participantes de 13 sessões de Encontros de Bastidores, eventos estes realizados no Teatro da Vilarinha. Fora de portas, a companhia levou à cena 8 representações de três espectáculos, no âmbito do seu programa de itinerância.

A diversidade dos espectáculos apresentados foi certamente um dos factores que contribuiu para a conquista de público, num ano com duas estreias absolutas:
O Rapaz do Espelho, com texto de Álvaro Magalhães, em Março, e Vem aí a República, uma montagem de textos de vários autores, em Outubro, com que o Pé de Vento se associou ao Centenário da Implantação da República. Em Maio, O Papalagui, discursos de Tuiavii, Chefe de Tribo de Tuiavéa nos mares do Sul, subiu ao palco 14 anos depois da estreia. Em Dezembro, surgiu uma nova versão de O Rapaz do Espelho.

Do seu repertório, o Pé de Vento levou História do Sábio fechado na sua Biblioteca, texto de Manuel António Pina, ao Teatro Municipal da Guarda, ao Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, e ao Festival Teatro Construção, em Joane, Famalicão. O recital de poesia Palavras para que vos quero foi à Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, e Ratos e Borboletas na Barriga, texto de Paulinho Oliveira, viajou até Viana do Castelo, para participar no Festival Festeixo.

À excepção de Ratos e Borboletas na Barriga, encenado por Rui Spranger, todos os outros espectáculos têm encenação de João Luiz, director do Pé de Vento, companhia de teatro criada no Porto em 1978, desde sempre direccionada para o público infanto-juvenil e radicada no Teatro da Vilarinha desde 1996.

2010 foi mais um ano no qual Pé de Vento conseguiu responder às diversas solicitações das correntes de público próprias, e onde os espectáculos que permanecem em repertório justificaram não só a sua disponibilidade para a itinerância como a sua reposição em cena para uma série mais alargada de representações. Por outro lado, o Teatro da Vilarinha confirmou-se como uma das salas de espectáculos da cidade que continua a alargar a sua zona geográfica de influência para além da Grande Zona Metropolitana do Porto.

1º semestre 2011


O Rapaz do Espelho

O Pé de Vento mantém em cena, até 28 de Janeiro, O Rapaz do Espelho, sábados às 16h00 e 21h30 e domingos às 16h00, para o público em geral, e de terça a sexta-feira, às 11h00 e às 15h00, para o público escolar (sessões marcadas previamente pelas escolas, mas abertas ao público).



O Senhor do seu Nariz de Álvaro Magalhães, com encenação de João Luiz, estreia a 5 de Março, no Teatro da Vilarinha, e ficará em cena até 10 de Abril. História de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que, aos poucos, transforma a sua desgraça em graça. Um espectáculo para maiores de 6 anos, interpretado por Patrícia Querós.

Os habituais Encontros de Bastidores – um percurso pelo teatro onde o público contacta com o outro lado, com o que não se vê no palco mas está sempre presente – terão lugar de 2 a 13 de Maio de 2011. A iniciativa, que decorre desde a inauguração do Teatro da Vilarinha, em 1996, é direccionada para público escolar, maiores de 6 anos.

Porto, Janeiro 2011

Nova versão de O RAPAZ DO ESPELHO

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De 11 de Dezembro a 28 de Janeiro

O Rapaz do Espelho, o melhor conto do jovem Hans Christian Andersen, de Álvaro Magalhães, com encenação de João Luiz, regressa a 11 de Dezembro ao Teatro da Vilarinha, onde estreou em Fevereiro passado. Trata-se de uma nova versão, com alteração de actores, de cenografia e desenho de luzes. O espectáculo é para maiores de 4 anos e estará em cena até 28 de Janeiro.




FICHA TÉCNICA
Texto: Álvaro Magalhães
Encenação: João Luiz
Cenografia: João Calvário, Rui Azevedo
Desenho de luz: Rui Damas
Música: Pedro Junqueira Maia
Figurinos: Susanne Rösler
Interpretação: Anabela Nóbrega, Patrícia Queirós, Rui Spranger


Certa noite de Verão, em Odense, na Dinamarca, o jovem Hans Christian Andersen, então com 11 anos, reparou que estava a nevar em casa do vizinho alfaiate; e não era uma partida da sua imaginação. O que seria, então? Soube-se, depois, que o misterioso Senhor das Neves encomendara um manto ao alfaiate e, como ele não ficou pronto a tempo, zangou-se e levou-lhe a alma. Foi assim que Hans partiu em busca do reino do Senhor das Neves, algures no Lado de Lá, para entregar o manto acabado e fazer e recuperar a alma do alfaiate. O Lado de Lá... Tudo tem um outro lado, mas são poucos os que acreditam nele e menos ainda os que o conseguem alcançar. Hans acaba de lá chegar; e o seu melhor conto, porque foi vivido, vai começar. Não chega imaginar, é preciso viver. Mas, é a ele ou ao outro, o rapaz do espelho, que tudo isto está a acontecer?

Sábados às 16h00 e 21h30, e domingos às 16h00 - excepto 25 e 26 de Dezembro e 1 e 2 de Janeiro. Sessões para o público escolar de 3ª a 6ª feira, às 11h00 e às 15h00, mediante marcação.

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VEM AÍ A REPÚBLICA...

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Estreia 9 de Outubro, sábado, 21h45, Teatro da Vilarinha


Chegou em 5 de Outubro de 1910 mas estava iminente desde 31 de Janeiro de 1891.
Vem aí a República
... traz até aos nossos dias, através de uma montagem de textos, as vozes republicanas que há 100 anos acreditaram ser possível um Portugal diferente e melhor. Vozes de homens como Guerra Junqueiro, Gomes Leal, António Patrício, Alberto Osório de Castro, Miguel Unamuno, e de mulheres que fizeram do ideal feminista uma causa sem precedentes no País, como Ana de Castro Osório e Maria Velleda. Para maiores de 12 anos.

O espectáculo tem encenação de João Luiz, que seleccionou e organizou os textos, e cenografia de João Calvário e Rui Azevedo. Em palco estarão Rui Spranger e Patrícia Queirós, com figurinos de Susanne Rösler. Pedro Junqueira Maia compõe a música e Rui Damas desenha a luz.

Vem aí a República... é o contributo do Pé de Vento para o conhecimento do que foram as lutas pelos ideais republicanos, que, no Porto, começaram muito antes, com o 31 de Janeiro de 1891. Provam-no os jornais da época, reclamando igualdade, solidariedade e fraternidade e criticando mordazmente uma monarquia de costas viradas para os portugueses, menos de cinco milhões maioritariamente pobres e analfabetos.
“Para bem do seu povo um rei, segundo o estilo,/deve dormir a sesta… e bem fazer o chilo./Que importa que um país falto de capitais/empenhe as possessões todas coloniais?” O sarcasmo era uma arma. “E, sendo iníquo, enfim, uns rirem na opulência,/outros apodrecer num cárcere corrupto…/eu ergo, ó rei! a voz ante a vossa clemência,/e em nome da Equidade, em nome da Coerência.”
“Que o porco esmague o lodo, é natural. O que é inaudito é que o ventre dum porco esmague uma nação, e dez arrobas de sebo achatem quatro milhões de almas! Que ignomínia! Basta. Viva a república, viva Portugal!” Em prosa ou poesia, eram homens que assim escreviam.
Às mulheres cabia um outro discurso. “Quando se fala no sufrágio feminino em Portugal, objectam-nos ‘que não está nos nossos costumes.” É o espírito da rotina que fala. Também a República não está nos nossos costumes e há-de ser um facto, dependente apenas de uma simples questão de tempo.”
Foi uma questão de muito pouco tempo, aliás. “Mas será tudo isto um sonho? (…) Será motivo para depormos as armas e repousarmos enfim?”

Vem aí a República... estará em cena no Teatro da Vilarinha de 6 a 29 de Outubro, sábados às 21h45 e domingos às 16h00. De 3ª a 6ª feira há sessões às 11h00 e 15h00, reservadas ao público escolar, mediante marcação.
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TEMPORADA 2010-2011

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VEM AÍ A REPÚBLICA…
9 a 29 out 2010

Chegou em 5 de Outubro de 1910 mas estava iminente desde 31 de Janeiro de 1891. Vem aí a República abre a nova temporada do Pé de Vento. O espectáculo parte de uma montagem de textos que trazem até aos nossos dias as vozes republicanas que há 100 anos acreditaram ser possível editar um Portugal diferente e melhor. Vozes de homens como Guerra Junqueiro, Gomes Leal, António Patrício, Alberto Osório de Castro, Miguel Unamuno, e de mulheres que fizeram do ideal feminista uma causa sem precedentes no País, como Ana de Castro Osório e Maria Velleda. Estreia a 9 de Outubro, no Teatro da Vilarinha.

O espectáculo tem encenação de João Luiz, que seleccionou e organizou os textos, e cenografia de João Calvário e Rui Azevedo. Em palco estarão Rui Spranger e Patrícia Queirós, com figurinos de Susanne Rösler. Pedro Junqueira Maia compõe a música e Rui Damas desenha a luz.

Vem aí a República estará em cena no Teatro da Vilarinha de 9 a 29 de Outubro.
Para maiores de 12 anos.


O RAPAZ DO ESPELHO
11 dez 2010 | 28 jan 2011

O melhor conto do jovem Hans Christian Andersen, de Álvaro Magalhães, com encenação de João Luiz. Estreou no Teatro da Vilarinha a 27 de Fevereiro passado. Regressa 11 de Dezembro a 28 de Janeiro, sábados às 16h00 e 21h45, e domingo às 16h00. De 3ª a 6ª, para o público escolar; às 11h00 e às 15h00, mediante marcação.
O Rapaz do Espelho
está classificado para maiores de 6 anos.

Tudo tem um outro lado, mas são poucos os que acreditam nele e menos ainda os que o conseguem alcançar. Hans acaba de lá chegar. Mas, é a ele ou ao outro, o rapaz do espelho, que tudo isso está a acontecer?

Texto: Álvaro Magalhães
Encenação: João Luiz
Cenografia: João Calvário | Rui Azevedo
Desenho de luz: Rui Damas
Música: Pedro Junqueira Maia
Figurinos: Susanne Rösler
Interpretação: José Pedro Ferraz | Paulinho Oliveira | Rui Spranger


O SENHOR DO SEU NARIZ
ESTREIA 5 março 2011

História de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço.
Para maiores de 6 anos.

Custou-me muito a nascer. Estava tão bem desnascido, aconchegado, sem ter nada que fazer. Mas tinha que ser e lá acabei por nascer.

Texto: Álvaro Magalhães
Encenação: João Luiz
Interpretação: Patrícia Queirós


ENCONTRO DE BASTIDORES
2 a 13 maio 2011

Pé de Vento reabre os bastidores do Teatro da Vilarinha, com o objectivo de mostrar aos mais novos o outro lado do palco, aquilo que o espectador não vê e que torna o espectáculo possível, procurando, assim, contribuir para o desenvolvimento de novos públicos com uma outra compreensão sobre o espectáculo de teatro. Direccionado para público escolar com mais de 10 anos de idade, com duas visitas diárias de 2ª a 6ª feira, às 11h00 e 14h00, sujeita a marcação.
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"Ratos e Borboletas na Barriga" no Festeixo 2010

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Domingo, 25 de Julho - 17h00

No âmbito do Festival Festeixo 2010 - Eixo de Artes Performativas de Viana | VI Festeixozinho, o Pé de Vento leva à cena Ratos e Borboletas na Barriga no próximo domingo, 25 de Julho, às 17h00, no Auditório da ACEP, Meadela, Viana do Castelo.

Ratos e Borboletas na Barriga, texto de Paulinho Oliveira e encenação de Rui Spranger, conta a história de amor entre dois adolescentes de diferentes cores e diferentes estratos sociais, num questionamento das problemáticas ligadas à miscigenação e ao inter-culturalismo.














FICHA TÉCNICA


texto Paulinho Oliveira
encenação Rui Spranger
cenografia João Calvário
assistente de cenografia e grafitis Rui Azevedo
desenho de luz Rui Damas
música Blandino
figurinos Susanne Rösler
interpretação Fernando Fernandes | Odete Mosso


Ratos e Borboletas na Barriga estreou em Outubro 2009, no Teatro da Vilarinha.

Mais info sobre Festeixo 2010: www.centrodramaticodeviana.com

MÚSICA PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA PARA PERCUSSÃO

6ª feira, 28 de Maio, 21h30 Teatro da Vilarinha | ENTRADA LIVRE

NUNO AROSO [percussão]

convidado Gilberto BERNARDES [saxofone]

Obras de Álvaro Salazar, Cândido Lima*, Filipe Pires, Miguel Duarte Oliveira*, Luís Antunes Pena e Pedro Junqueira Maia*

[*estreias]

A Oficina Musical e o Atelier de Composição apresentam em recital no Teatro da Vilarinha, NUNO AROSO, intérprete de créditos firmados no panorama de percussão nacional, com um programa que aposta numa contiguidade de gerações de compositores portugueses – a primeira com autores da chamada Geração de 60 (Álvaro Salazar, Cândido Lima e Filipe Pires), a segunda em representação de uma nova linhagem de compositores (Luís Antunes Pena, Miguel Oliveira e Pedro Junqueira Maia). Três obras serão apresentadas em 1ª Audição Absoluta.


PROGRAMA

Breves comentários por Álvaro Salazar

Nuno AROSO (n. 1973) / Álvaro SALAZAR (n. 1938)

PUZZLE SEGUNDO, para percussão e electrónica [2009]


Cândido LIMA (n. 1939)

MTA M BOR, para marimba [2005] 1ª AUDIÇÃO ABSOLUTA


Filipe PIRES (n. 1934)

FIGURAÇÕES VI, para marimba [1984]

FIGURAÇÕES V, para marimba e saxofone [1984]



Miguel Duarte OLIVEIRA
(n. 1984)

2 PIECES AFTER KALI YANTRA para percussão e electrónica [2010] 1ª AUDIÇÃO ABSOLUTA



Luís ANTUNES PENA (n. 1973)

TRÊS QUADROS SOBRE PEDRA, para percussão e electrónica [2008]


Pedro JUNQUEIRA MAIA (n. 1971)

XCUSE ME WHILE I KISS THE SKY, para percussão e electrónica [2010] 1ª AUDIÇÃO ABSOLUTA


organização OFICINAMUSICAL/ATELIER DE COMPOSIÇÃO


NUNO AROSO é membro do Grupo da Oficina Musical e do Drumming – Grupo de Percussão. Colabora regularmente com o Remix Ensemble, entre outros grupos. Da sua actividade solística fortemente virada para a exploração de novas possíveis linguagens técnicas e cénicas da percussão, destaca-se a estreita colaboração com compositores de vários quadrantes estéticos, resultando destes ensaios o primeiro disco solo, Technicolor, projecto com o qual foi apoiado com a bolsa jovens criadores do Centro Nacional de Cultura.

Imagens de cena de O PAPALAGUI







O Papalagui - Discursos de Tuiavii, Chefe de Tribo de Tuiavéa nos mares do Sul, esteve em cena no Teatro da Vilarinha, de 8 a 23 de Maio.

Espectáculo do Pé de Vento, com encenação de João Luiz e interpretação de Paulinho Oliveira