Até 17 de março, no Mosteiro São Bento da Vitória

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Os macacos não se medem aos palmos
Texto de Manuel António Pina, encenação de João Luiz
Interpretação de Patrícia Queirós

coprodução Pé de Vento | Teatro Nacional S. João



De 8 a 17 março 2013
4ª a sábado 21h30; sábado e domingo 16h00

MOSTEIRO SÃO BENTO DA VITÓRIA 
Rua de S. Bento da Vitória - Porto
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OS MACACOS NÃO SE MEDEM AOS PALMOS

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ESTREIA ABSOLUTA  

8 de março 21h30
Mosteiro S. Bento da Vitória

OS MACACOS NÃO SE MEDEM AOS PALMOS 
Texto de Manuel António Pina, encenação de João Luiz

coprodução Pé de Vento | Teatro Nacional S. João 

Espetáculo para m/6 anos
          

FICHA TÉCNICA
texto Manuel António Pina
encenação João Luiz
dramaturgia Maria João Reynaud
cenografia João Calvário
assistência de encenação e figurino Susanne Rösler
desenho de luz Rui Damas
música Pedro Junqueira Maia 
realejo Orgelbau Stüber, Berlin | João Luiz
desenho gráfico Pedro Pires 
construção e montagem Rui Azevedo | Cristina Lucas

interpretação Patrícia Queirós


Os macacos não se medem aos palmos é a história de Basílio, o macaquinho que recolhia num caneco de folheta os donativos destinados a seu dono, Fagundes da Silveira, um tocador de realejo. Diga-se que este teria conseguido juntar uma pequena fortuna se não tivesse gasto todo o dinheiro que ganhou em jogo e noutras extravagâncias... 

Mais atinado, o macaco Basílio foi guardando nas pregas do casaquinho de cetim – e sem que Fagundes disso se apercebesse – algumas das moedas que angariava, conseguindo assim um considerável pecúlio. Até que chega o dia em que os papéis se invertem e Fagundes já completamente falido, a quem o macaco Basílio comprara o realejo, passa a trabalhar para este…

Eis-nos, pois, mergulhados num mundo às avessas, que Manuel António Pina concebe com imaginação e humor, à semelhança de outros textos por ele escritos e que o Pé de Vento tem levado à cena.

De 8 a 17 de março 2013 
4ª a sábado 21h30; sábado e domingo 16h00 
MOSTEIRO S. BENTO DA VITÓRIA

Até 13 de janeiro 2013, no Teatro da Vilarinha


O Senhor do seu Nariz

Sábados e domingos, às 16h00

Espectáculo para m/4 anos, encenado por João Luiz, a partir de um conto de Álvaro Magalhães.



 
 


















Sozinha em palco, Patrícia Queirós é narradora, cantora, tocadora de harpa e intérprete.


O SENHOR DO SEU NARIZ


Texto de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz e interpretação de Patrícia Queirós

Espectáculo do Pé de Vento, para m/ 4 anos 

Em cena no Teatro da Vilarinha até 13 janeiro 2013
 


Custou-me muito a nascer. Estava tão bem desnascido, aconchegado, sem ter nada que fazer. Mas tinha que ser, e lá acabei por nascer. Foi então que apareceu a fada… Não foi convidada mas apareceu. Foi para o que lhe deu. Pousou a mão na minha testa e disse: A vida deste rapaz vai dar para o torto. E foi isso que aconteceu. Era desagradável ser tão diferente do resto da gente, mas que havia de fazer se era esse o meu destino?

texto Álvaro Magalhães
encenação João Luiz
cenografia João Calvário
interpretação Patrícia Queirós
figurinos Susanne Rösler
composição musical Blandino
desenho de luz Rui Damas
desenho gráfico Pedro Pires
construtor da harpa Ramón Santeiro
construção e montagem Rui Azevedo

Teatro da Vilarinha
27 novembro de 2012 a 13 janeiro 2013
sábados e domingos, às 16h00 (sábado, 1 de dezembro, sessão apenas às 21h30)
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar)

 

No Teatro da Vilarinha, até 18 de novembro 2012



   
HISTÓRIA DE UM SEGREDO
Texto de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz e interpretação de Anabela Nóbrega


Espectáculo para m/ 6 anos, em cena  no Teatro da Vilarinha até 18 de novembro 2012
 

Sábados às 16h00 e 21h30  e domingos às 16h00, para público em geral
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar)


Mais info: pedevento.pt
 

Faleceu o sócio fundador do Pé de Vento, Manuel António Pina



É com o nosso mais profundo pesar que comunicamos a todos os atuais e antigos colaboradores e também ao público em geral que o Sócio Fundador e Presidente da Mesa da Assembleia Geral de Pé de Vento, CRL, o dramaturgo e poeta Manuel António Pina, nos deixou.

Foram 34 anos geradores de uma nova e renovada dramaturgia que deram origem a uma estética teatral singular, construídas em parceria e cumplicidade artística, que começaram como ele próprio disse um dia:

No mistério da memória confundem-se sonho e realidade, vivido e invivido. O que lembramos (e o que esquecemos, pois o esquecimento é um particular e perplexo modo de memória) constitui uma “realidade” segunda, e uma “vida” segunda, feitas e desfeitas de uma matéria interior e absoluta que o desejo facilmente molda.
Vou (lembro-me que vou) ao volante de uma velha Diane branca. Sei que sou eu porque me lembro de um dia ter tido, ou de alguém, em mim, um dia ter tido, essa Diane… A meu lado vão a Maria João e João Luiz. Falamos os três de sonhos e de coisas reais… Acho que a Maria João e o João Luiz têm um sonho e que me falam dele (eram tempos propícios aos sonhos, esses, e sonhava-se sem querer e sem dar por isso, quase como se respirava).
Eu tive sempre uma estranha relutância em passar a porta dos sonhos dos outros.
… Mas alguns sonhos expõem-se, tão desmesuradamente diante de nós que é impossível continuar a fechar os olhos. O da Maria João e do João Luiz era uma companhia de teatro. Tinha nascido em algum lugar inacessível dos seus corações e dos seus motivos mais profundos, tinha sombriamente avultado e ganhado forma, natural e jurídica, e expunha-se agora à minha curiosidade e ao meu medo como um ser frágil e fecundo desejoso de viver. Como poderia eu enfrentar esse desejo?
Não sei se alguma vez alguém, de chofre, vos disse: “Tenho um sonho!”. E, depois, vos empurrou para dentro dele. É uma responsabilidade enorme saber de um sonho alheio e encontrar-se subitamente dentro dele, e é preciso ser temerário para não pensar então: “E se não sou capaz?”.
Por isso, a minha primeira ideia foi evadir-me. A Maria João e o João Luiz que fossem, pensei eu (ou penso que pensei), sonhar para outro lado.
… A mim já me bastavam os meus sonhos… Mas, sem me aperceber, eu tinha sido feito prisioneiro do sonho de ambos.
A velha Diane está agora parada em qualquer sítio da berma da estrada, e continuamos os três, a Maria João, o João Luiz e eu, a falar interminavelmente. Inventamos palavras. Enquanto o sonho, algures, latejante, aguarda, nós desajeitadamente celebramos sobre a sua cabeça o mistério das palavras, procurando as que serão capazes de o acordar e de o revelar. Porque os sonhos, como os seres todos, têm um Nome, um Nome único e irrepetível. E é preciso descobrir e enunciar esse Nome para que eles rompam a obscura e indiferente fronteira da inexistência.
… Muitas dessas palavras tornaram-se memória e esqueceram-nos (no sentido transitivo e no sentido intransitivo). Talvez eu próprio, a Maria João e o João Luiz sejamos, quem sabe?, também apenas memória. (in “Memória dos Dezoito Anos” do Pé de Vento)

Porto, 19 de outubro de 2012 

HISTÓRIA DE UM SEGREDO


História de Um Segredo estreia no Teatro da Vilarinha e abre temporada do Pé de Vento
Texto de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz e interpretação de Anabela Nóbrega

sábado, 20 de outubro, às 21h30


Apesar de o espectáculo se encontrar disponível para as marcações do público escolar a partir de 3ª feira, 16 de outubro, é na primeira representação de História de Um Segredo para o público em geral, sábado, 20 de outubro, às 21h30, que o Pé de Vento assinala a abertura da actual temporada.

História de Um Segredo estreou no verão de 2006 na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, num pátio exterior. No inverno 2008-2009 esteve em cena no interior, na galeria, a par da exposição dos 30 Anos da Companhia Pé de Vento. Volta agora, pela primeira vez no palco da Vilarinha.

Com História de Um Segredo, Álvaro Magalhães recria um motivo tradicional, presente em diversas culturas. Um rei poderoso, incapaz de suportar o segredo que guarda desde pequeno, conta-o a um seu criado. Se o deixares escapar, pagarás com a tua própria vida, avisa o rei. É fácil, pensou o criado, basta não o contar. Mas aquele segredo não era um segredo qualquer. Estava vivo. E o que ele mais queria era deixar de ser um segredo. E depois? Bem, esse é o segredo que só o Pé de Vento pode contar.

Encenação: João Luiz
Texto: Álvaro Magalhães
Cenografia: João Calvário | Cristina Lucas
Figurino: Susanne Rösler
Música: Tilike Coelho
Interpretação: Anabela Nóbrega
Desenho do cartaz: Agostinho Santos
Construção do cenário: Rui Azevedo
Operação de luz: Rui Azevedo
Espectáculo para m/ 6 anos

Teatro da Vilarinha
16 de outubro a 18 de novembro 2012 
sábados às 16h00 e 21h30 (dia 20 não há sessão às 16h00) e domingos às 16h00, para público em geral
3ª a 6ª feira às 11h00 e 15h00, para público escolar, mediante marcação (outros horários a combinar)